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Audiência pública discute a realização de rodeios em Itapetininga, SP

Uma audiência pública foi realizada em Itapetininga (SP) para discutir um projeto de lei que pede a proibição da realização de rodeios na cidade. A discussão ocorreu nesta quinta-feira (25) na Câmara de Vereadores da cidade.



Dra Vania Plaza Nunes durante a audiência pública na 
Câmara de Itapetininga sobre o PL que proíbe os rodeios na cidade


O projeto de lei é de autoria do vereador Mauri de Jesus Morais. Segundo ele, além de proibir os rodeios, se aprovada a lei ainda abrange eventos simulares como farra do boi e vaquejadas.

O público lotou o plenário. Entre eles estavam apoiadores do projeto, além de grupos contrários à proibição dos eventos. Durante duas horas e meia, o assunto foi discutido entre profissionais da área de medicina veterinária e confederação nacional de rodeios.

Além dos vereadores da cidade, a audiência contou também com a participação de vereadores e representantes de instituições. O promotor de justiça Carlos Henrique Prestes Camargo foi um dos convidados e destacou que há 20 anos não são realizadas provas de rodeio na cidade de São Paulo e em Guarulhos (SP). Ele ainda esclarece que diversos municípios do interior já adotaram leis de proibição para esse tipo de evento como Sorocaba, Jundiaí, Campinas (SP). “É importante que a Câmara ao discutir esse projeto de lei ouça os dois lados. Assim, os vereadores poderão entender o que são os rodeios”, diz.

Outro convidado na audiência foi Leandro Baldissera, o pentacampeão de rodeio de Barretos (SP) e competidor de provas em países como Canadá, Estados Unidos e África. Ele falou sobre a experiência que tem em rodeios e da participação na audiência. “Acho que foi bom. Os vereadores entenderam que é um rodeio. Também os convidei para irem ao meu rancho para conhecerem os cavalos que crio para rodeio, além de convidá-los para irem a um rodeio para ver o tratamento que é dado aos animais”, afirma.



Dr. Carlos Henrique Prestes Camargo durante a audiência pública 
na Câmara de Itapetininga sobre o PL que proíbe os rodeios na cidade 

A técnica em clínica veterinária, Eliane Bazoli está ligada a uma organização contrária a exploração de animais em rodeios. Para ela, a audiência pôde esclarecer as dúvidas sobre o assunto. “Eu acho que ficou se o rodeio maltrata ou não maltrata o animal. Acho que deu para esclarecer e todo mundo pôde expor o seu lado”, comenta.

O projeto de lei deve ser discutido e votado na próxima sessão que está marcada para a segunda-feira (29).


G1

ECOA recomenda suspensão do Bulldog na Festa de Barretos




ECOA recomenda suspensão do Bulldog na Festa de Barretos
Professor Orivaldo Tenório de Vasconcelos
Tininho Júnior

O ECOA (Centro de Estudos do Comportamento Animal) recomenda que a associação Os Independentes suspenda a realização da prova do Bulldog durante a Festa do Peão. A orientação é do professor Orivaldo Tenório de Vasconcelos, baseada no incidente ocorrido na festa do ano passado, em que um bezerro teve que ser sacrificado após acidente durante a prova.

O presidente de Os Independentes, Hugo Resende, afirma que decisão sobre a realização da prova será tomada somente no mês de agosto.  Em entrevista, o professor Tenório fala a função do ECOA e expectativas com o rodeio. Acompanhe os principais trechos:

ECOA
Professor Tenório está na expectativa de inauguração de um prédio, nas dependências do Parque do Peão, que será sede da entidade. “Deve haver uma sala de aula, pois as universidades solicitam que os alunos conheçam sobre o rodeio, e também oficinas”, observa. Tenório explica que começou a estudar o rodeio com dois principais objetivos: criar um novo campo de trabalho para o médico veterinário e que exista profissional capacitado para fiscalização dos animais de rodeio. “O veterinário no Brasil ainda não está preparado para fiscalizar o rodeio”, comenta. O professor Tenório pretende relacionar o ECOA com a Secretaria Estadual de Agricultura, de modo que o veterinário deverá fazer cursos de fiscalização e ter  “poder de polícia”.

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Intercâmbio
O professor está em constante troca de conhecimentos com diversas autoridades do rodeio no mundo. Dia 8 de julho irá para um congresso de bem estar animal em Montevidéu (URU) onde se encontrará com a doutora Temple Grandin, especialista no estudo de comportamento animal da Universidade do Colorado. “Ela é uma pessoa sistemática, autista, e quando vai conversar com alguém também quer aprender”, destaca.

Relação ECOA com Os Independentes
Ele avalia que essa relação não está bem definida. Ele diz que foi feita uma reunião há 2 anos para fundação oficial do ECOA e criação um CNPJ, mas nada caminhou. “O contrato que existe entre o ECOA e a Funep (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão -Unesp de Jaboticabal) é através da entidade Os Independentes, que tem CNPJ”, observa. O professor avalia que é importante criar um CNPJ para que o ECOA seja um órgão independente administrativamente e também em termos de conduta. “A minha intenção é que o centro seja um posto avançado da Unesp”, completa.

Relação ECOA com outras Festas de Peão
O ECOA tem a função de recomendar aspectos do rodeio apenas para a associação Os Independentes. O que fazem em outros rodeios não compete a mim, aponta Tenório. “Há uma tendência que outros rodeios sigam as orientações”, comenta. Tenório observa que quando os competidores se encontram em Barretos, durante o mês de agosto, vale a regra local. “Ainda estamos numa fase de educação”, diz. A atenção é, entre outras coisas, a respeito do tipo de espora utilizada pelo peão nas montarias e o material usado para guiar a boiada.

Prova do Laço
Os estudos do ECOA mostram que não deve ser realizada a prova do laço, pois agride o animal. “Isso é demonstrado cientificamente”, observa. Ele explica que ocorre a agressão porque pode causar subluxação de vértebra cervical no animal, e quando se joga o bezerro no chão, pode haver deslocamento de vísceras, e órgãos internos. “Após amarrar o pé, a pesquisa mostrou que o cavalo arrasta o bezerro por cerca de 4 metros, ajoelhado com o peso competidor, pode quebrar o pescoço”, comenta.  O que for comprovado que não agride através de estudo, o clube promove.

Sedém
“Os estudos de Os Independentes começaram porque no ano de 2002 foi fornecido à Promotoria Pública da capital um ofício da Universidade de São Paulo dizendo que sedém provocava dor, então fui nomeado pela Unesp para fazer este estudo com um grupo de professores que comprovou que o sedém não causa dor ”, comenta. Tenório explica que o trabalho publicado em revista científica foi sobre touro, e por estratificação não foi preciso fazer o mesmo estudo com o cavalo. No entanto, o professor explica que está promovendo estudo para os próximos dois anos para que seja erradicado o uso do sedém. “As entidades protetoras de animais têm 20% de diretores sérios e os outros 80% dos membros vivem disso”, observa.

Bulldog
Professor Tenório afirma que, durante 25 anos de realização da prova do Bulldog em Barretos, nunca tinha visto quebrar o pescoço de um bezerro. “O caso do ano passado não ocorreu devido a prova, mas do praticante”, comenta. No laudo do professor feito para a justiça, foi apresentado que o bezerro deitou do lado errado, e quando isso ocorre é preciso parar a prova, o que não foi feito. O professor observa que nos Estados Unidos é comum que se quebre o pescoço do bezerro, porque lá o bulldog é extremamente profissional. “Os praticantes são fortes, e não torcem o pescoço do animal, mas flexionam, porém acabam quebrando porque essa flexão é abrupta”, aponta. Já no Brasil  Tenório observa que os competidores não são tão fortes. “No momento é difícil acontecer de novo, mas se continuar a prova o prêmio vai aumentando os riscos, pois os competidores vão começar a se preparar fisicamente e vãos surgir os problemas de fraturar pescoço”, observa. Na avaliação de Tenório, a associação Os Independentes deveria suspender a prova, para que seja feito estudos. “Se não parar agora vamos ter que parar num futuro próximo”, aponta. Tenório explica que pretende estudar como alternativa para a prova a utilização de um apito por parte do juiz. “Não sei se dá tempo do competidor ouvir e parar a prova para não causar risco ao animal”, comenta. Tenório diz que é preciso estudar, e para essa Festa do Peão não há tempo.



Nota:
Somente a titulo de informação, o presidente do ECOA é integrante do grupos Os Independentes

CARTAS ENVIADAS À REDE GLOBO PELO INSTITUTO NINA ROSA

                                                                                                                                                                                                                                                                016/02/2012

Abaixo duas cartas enviadas pelo INR à Rede Globo:
Novela da Rede Globo incentiva exploração de animais para comercialização de leite

Em capítulo da novela “A Vida da Gente” veiculado no dia 04 de fevereiro a Rede Globo usa de meios apelativos para mascarar a realidade do processo de ordenha e o tratamento dado aos animais explorados para comercialização de leite.
Na cena, que se passa em um local paradisíaco, o personagem incentiva uma criança a tirar leite de uma vaca, afirmando que "na fazenda, levamos o trato, o respeito e o carinho pelos animais muito a sério. Por aqui, tudo é orgânico, nada de adubo químico ou pesticida".
Sabemos que essa não é a realidade das fazendas de criação de gado leiteiro.  http://www.youtube.com/watch?v=w4Zr_iK_Q&feature=related
Incentivar a comercialização de leite é incentivar uma indústria de exploração e dor. Vacas não produzem leite para o consumo de seres humanos e sim de seus filhotes. Ao crescerem, todos os animais mamíferos trocam de dieta, somente o ser humano continua consumindo leite. Para vender e consumir o leite, humanos escravizam, maltratam e roubam o alimento dos bezerros. Para aumentar a produção e o lucro, as vacas são obrigadas a ingerir grandes quantidades de hormônios.Filhotes fêmeas são separadas de suas mães e preparadas para também se tornarem "produtoras" de leite.

Ainda outra atrocidade é o processo de produção da carne de vitela: a carne dos “machos bebês” fica macia porque os bezerros são confinados em cubículos escuros impedidos de se movimentar,  e são alimentados sem nenhuma fonte de ferro, ficando anêmicos, daí a carne ser branca. Os que não têm esse destino são enviados a festas de rodeio onde são submetidos a todo tipo de torturas.
Outra atitude negativa cometida pela emissora é usar uma criança para iludir os telespectadores. Cenas como essa criam em outras crianças, seres ainda em processo de formação da personalidade, uma falsa impressão de que os animais estão ali por livre espontânea vontade, quando na verdade são escravos explorados comercialmente por grandes redes de laticínios.
É preciso dar um basta em todo e qualquer tipo de exploração animal. Contamos com o empenho da Rede Globo para  participar da erradicação dessa violência, negando-se a trocar a verdade por merchandising.


Matéria veiculada no Jornal Nacional tenta mascarar maus tratos cometidos por empresários que têm no rodeio uma fonte de lucros.
Em matéria veiculada no dia 04 de fevereiro, JN encobre verdade de maus tratos aos animais, violando o respeito pelos seus direitos. 
Segundo a matéria, o rodeio de Vacaria- RS, deixou de usar objetos perfurantes para focar nas habilidades de cada peão. Argumentam que tais objetos foram substituídos por canos de plástico e garrafas, como se isso não submetesse o animal ao estresse, já que são instrumentos utilizados exatamente para provocar o animal, que, do contrário, não entraria na arena. Com certeza o animal, em sua essência calmo, gostaria de estar longe daquele ambiente contrário à sua natureza.
Ele só salta e corcoveia na arena tentando se livrar do sédem,  tira de couro que comprime a região do intestino, prepúcio e órgãos genitais. Não raro é submetido a choques elétricos no ânus e testículos para que pareça bravio. 
http://www.youtube.com/watchv=Leb8Fi0YFnU&feature=related
Além da tortura física, sofre tortura psicológica causada pelo desgaste e tensão no transporte, no excesso de barulho e luz, no local inadequado e pelo desrespeito ao seu biorritmo.
Matérias como essa, compradas pelos organizadores do evento, pretendem convencer a população com inverdades e colocam à prova a credibilidade do então sério Jornal Nacional.
Já é tempo de dar um basta em todo e qualquer tipo de exploração animal. Contamos com o empenho da Rede Globo para  participar da erradicação dessa violência, negando-se a trocar a verdade pormerchandising.    
Instituto Nina Rosa - Projetos por amor à vida
Organização independente sem fins lucrativos
 

Sem rodeios

Depois daquela aula de bioética, em que falamos sobre o tráfico de animais, a farra do boi, rodeios e o especismo, fiquei de passar alguns links para meus colegas e vou compartilhá-los com vocês. Aqui estão:
Sites:
SOS Fauna (organização não-governamental que combate o tráfico de animais silvestres): www.sosfauna.org
Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas):www.renctas.org.br
GAP – Proteção aos Grandes Primatas: www. greatapeproject.org/pt-BR
Stop Puppy Mills – projeto da Humane Society que denuncia as crueldades da indústria de filhotes:www.humanesociety.org (em inglês)
Farra do Boi:www.pea.org.br/crueldade/farra/index.htm,                      http://farradoboi.info/o_que_e.shtml (com vídeos)


Vídeo
Este vídeo mostra os bastidores dos rodeios. E ainda há quem diga que os animais são bem tratados...
Rodeio, a crueldade revelada. Coletivo Vida, Brasil. 9 min.