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A Procuradora de Justiça e membro da Comissão de Juristas da Reforma do Código Penal, Dra. Luiza Eluf, esclarece suas dúvidas sobre o Código Penal



Luiza Eluf é Procuradora de Justiça do
Ministério Público de São Paulo e membro
da Comissão de Juristas para a Reforma do
Código Penal.

No último dia 25 de Maio finalmente o texto que trata de maus tratos a animais foi aprovado na Comissão, AS PENAS QUADRUPLICARAM, e em certos casos se somadas poderão ultrapassar seis anos.

Segundo o novo texto do Código de Processo Penal, sancionado em Junho de 2011, o juiz terá 14 alternativas de medidas cautelares para condenar crimes com punição de até quatro anos de prisão. Recolhimento domiciliar, monitoramento eletrônico, proibição de ausentar-se da comarca ou país e comparecimento periódico em Juiz, estão entre elas. Hoje crimes como ocultação de cadáver, estelionato e abandono de incapaz enquadram-se neste tipo de punição.

Lembrando que tivemos a informação de que a Lei de Crimes Ambientais seria encampada na Reforma do Código Penal, e que somente a Comissão teria legitimidade para tomar tal decisão, por estar no âmbito de suas atribuições. Uma vez de posse desta informação, que aconteceria independentemente de nossa vontade, iniciamos o movimento para que os animais não perdessem o já foi conquistado, e também que os juristas aumentassem as penalizações para as condutas de maus tratos.

O Movimento Crueldade Nunca Mais elaborou algumas perguntas para a Dra. Luiza Nagib Eluf, a fim de elucidar algumas dúvidas que pairam a respeito da redação aprovada no anteprojeto.Você também pode enviar suas dúvidas preenchendo os seus dados no formulário logo abaixo da entrevista. Suas dúvidas serão respondidas por email e publicadas no site.


1 - O novo Código de Processo Penal, sancionado em Junho de 2011, prevê 14 tipos de medidas cautelares para crimes com pena de prisão até 4 anos, para que o juiz tenha alternativas na condenação.  Essas penas se aplicam  a quem cometer crimes contra animais, se a redação do anteprojeto do Novo Código Penal for sancionada?

São elas:
- Fiança;
- Recolhimento domiciliar;
- Monitoramento eletrônico;
- Suspensão do exercício da profissão, atividade econômica ou função pública;
- Suspensão das atividades de pessoa jurídica;
- Proibição de frequentar determinados lugares;
- Suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor, embarcação ou aeronave;
- Afastamento do lar ou outro local de convivência com a vítima;
- Proibição de ausentar-se da comarca ou do País;
- Comparecimento periódico ao juiz;
- Proibição de se aproximar ou manter contato com pessoa determinada;
- Suspensão do registro de arma de fogo e da autorização para porte;
- Suspensão do poder familiar;
- Bloqueio de internet;
- Liberdade provisória.

Dra. Eluf. Sim, as regras gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal se aplicam aos crimes cometidos contra os animais. Além disso, nossa Comissão de Reforma do Código está prevendo penas de multa em geral, para qualquer caso em que o juiz julgar necessário e cabível. No entanto, não considero que essas penas sejam inadequadas. Não há necessidade de prender alguém para que se faça justiça. As penas alternativas de prestação de serviço são aconselháveis para o caso de o condenado não representar perigo ao convívio social. A prisão deve ser reservada para os latrocidas, assassinos, sequestradores, estupradores, pedófilos, etc.



2 - Como fica a questão da Lei 9099/95, nos casos de processos julgados onde a punição inferior ou igual a dois anos?

Dra. Eluf.  O Juizado Especial Criminal continua sendo o foro adequado, dependendo do crime e de sua pena.



3 - Todas as penas foram mudadas de "detenção" para "prisão", na prática o que isso significa?

Dra. Eluf.  Nós simplificamos as penas privativas de liberdade porque, na prática, nunca houve distinção entre prisão, detenção e reclusão. Na realidade, deveria haver uma diferenciação, mas nosso sistema carcerário é precário e não tem capacidade para a graduação prevista na Lei. Resolvemos, então, chamar de pena de prisão todas as formas de privação de liberdade.



4 - Com os agravantes aprovados na redação do anteprojeto, as penas podem ultrapassar seis anos de prisão, na prática o que isso significa?

Dra. Eluf.  A pena de seis anos de prisão é prevista para o homicídio simples. Estamos equiparando os animais aos seres humanos, o que é muito positivo e educativo. Nós, que amamos os animais e a natureza, alcançamos um grande progresso na Comissão de Reforma do Código Penal.



5 - Se o agente nunca  cometeu um crime e pratica maus tratos, que não levem à morte, como ele será punido? E ele não sendo primário?

Dra. Eluf.  Nesse caso, o agente terá uma pena alternativa e deverá prestar serviços à comunidade e pagar multa. Mas poderá ter que cumprir a pena de prisão se for reincidente, principalmente se tiver outras condenações pelo mesmo tipo de delito.

 

6 - A expressão "ferir" foi retirada do artigo 32, que aplica pena de um a quatro anos para maus tratos, porém no §2º a pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre lesão grave do animal, e no §3º ela é aumentada na metade se ocorre a morte do mesmo. Isso significa que ganhamos ou perdemos com a retirada da expressão "ferir"?

Dra. Eluf.  Alguns membros da Comissão de Reforma insistiram em tirar o verbo “ferir” alegando que a bancada ruralista poderia barrar a tramitação de todo o projeto por causa disso. Muitas pessoas que criam gado e marcam os animais com ferro em brasa poderiam ser punidas em razão desse verbo “ferir”. Embora eu tenha alegado que esse verbo já exisitia na Lei e não havia causado tais problemas, os colegas argumentaram que estávamos aumentando muito a pena e teríamos que restringir as condutas. Eu perdi nessa briga porque a maioria quis tirar o verbo ferir. Mas vamos continuar punindo quem ferir animais enquadrando em maus-tratos.



7 - Os juristas optaram por configurar crime, de forma explícita, o abandono, não dar assistência ou socorrer animais em sofrimento e as rinhas. No que isso facilitará o trabalho dos agentes policiais e do MP?

Dra. Eluf.  O abandono é uma conduta comum e precisa de punição específica. As outras formas previstas que você citou também. Eu até gostaria de voltar ao tema para ampliar esse artigo, mas acredito que a Comissão vai se negar a voltar a temas já votados. De qualquer forma, foi um avanço.



8 - O tráfico de animais também teve as penas aumentadas de seis meses a um ano, para de dois a quatro anos. A senhora considera isso uma conquista, ou acha que não surtirá efeitos?

Dra. Eluf.  Considero que foi um grande avanço. O tráfico de animais é um dos crimes mais lucrativos ao redor do mundo. Está atrás apenas do tráfico de drogas e do tráfico de armas! Precisamos punir essa barbaridade sem sentido, essa crueldade que se comete muitas vezes para suprir o desejo mórbido e sádico de ver um pássaro maravilhoso ser retirado de seu habitat natural e colocado em uma gaiola para o deleite de homens doentes da cabeça.



9) Segundo o texto do anteprojeto, casos em que os maus tratos culminem em lesão permanente ou morte do animal, as penas poderão ultrapassar 4 anos de prisão, dependendo do veredicto do juiz, correto? Nestes casos a punição será o encarceramento efetivo?

Dra. Eluf. Sim, nesse caso o sujeito deverá cumprir pena de prisão.



10) Considerando o estabelecido no anteprojeto, em sua opinião qual a penalização que poderia ocorrer para casos brutais, como o da enfermeira que matou o cãozinho Yorkshire a pancadas, flagrada por uma filmagem?

Dra. Eluf. Nesse caso, eu aplicaria a pena no grau máximo: 4 anos mais 2 anos pela morte do animal. Artigos 32, parágrafo 3º. Total 6 anos.


11) Nos casos de flagrantes de maus tratos, o que acontecerá com o criminoso? Deverá ser detido até o julgamento?

Dra. Eluf. No caso de flagrante, o agente deverá ser preso.


12) Em que situação agente poderá deixar de ser “réu primário” no caso de ser condenado por cometer crimes contra animais?

Dra. Eluf. Sempre que houver condenação, será perdida a primariedade.



13) Qual seria a punição para o caso de reincidência no crime de maus tratos?

Dra. Eluf. A reincidência aumenta a pena. Assim, ficaria acima do mínimo de um ano, provavelmente com aumento de 1/6. Mas tudo depende do caso concreto e do grau de crueldade.


Você também pode enviar suas dúvidas preenchendo os seus dados no formulário logo abaixo da entrevista. 


Suas dúvidas serão respondidas por email e publicadas no site. Clique aqui

Luiza Eluf é Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo e membro da Comissão de Juristas para a Reforma do Código Penal.




Novo Código Penal pode aumentar pena para maus-tratos a animais



 A comissão de juristas responsável por elaborar o anteprojeto do novo Código Penal aprovou, nesta sexta-feira (25), aumento de pena para abuso ou maus- tratos a animais domésticos ou silvestres, nativos ou exóticos.

Atualmente, segundo a Lei 9.605, de 1998, a pena para este crime é de três meses a um ano e multa. Caso a proposta dos juristas seja sancionada, a pessoa que praticar este crime pode ser condenada de um a quatro anos de prisão e multa.

A pena para maus-tratos ou abuso ainda pode aumentar de um sexto a um terço caso haja mutilação ou lesão grave permanente no animal. Os juristas também aprovaram que se o crime resultar em morte do animal, a pena máxima poderá chegar a seis anos, pois será aumentada pela metade.

A mesma pena é destinada àqueles que realizam experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos para esta prática. Como exemplo, os juristas citaram a utilização de animais em testes para produção de cosméticos.

O anteprojeto do Código Penal deve ser entregue até o final de junho e depois passará por análise do Senado e da Câmara dos Deputados.

Na última segunda-feira (21), o Movimento Nacional de Proteção e Defesa Animal entregou ao relator da comissão de juristas, Luiz Carlos Gonçalves, 160 mil assinaturas pedindo penas mais duras para crimes contra animais. De acordo com a protetora independente de animais e membro da causa, Liliane Rockendach, o movimento pede pena de dois a quatro anos para maus-tratos contra animais.

Ainda acordo com o texto aprovado nesta sexta, “abandonar, em qualquer espaço, público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre ou em rota migratória, do qual detém propriedade, posse ou guarda”, pode acarretar em pena de um a quatro anos. Hoje, o abandono de animal é considerado apenas contravenção.

O presidente da comissão de juristas e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, acredita que a incorporação dos crimes ambientais ao anteprojeto do Código Penal é importante para dar “aos crimes ambientais a dignidade penal que eles merecem”.

“Estão sendo ampliadas as proteções aos animais, inclusive com aumento de penas. Não que o aumento de pena seja suficiente para atemorizar quem algum ilícito ambiental ou contra animais”, disse.

Dipp ainda afirmou que a lei ambiental em vigência no Brasil está defasada e que a questão ambiental é relevante, pois, além de tudo, mexe com os interesses da sociedade. “Nós estamos mostrando a todos que os crimes penais estarão tendo uma dignidade penal muito mais ampla”, explicou o ministro.

Exportação e importação

Os juristas também alteraram na proposta um artigo sobre importação de exportação, entre outras ações, de ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, incluídos penas, peles e couros sem autorização legal e regulamentar.

Para este crime, a pena prevista é de dois a seis anos e multa. A pena pode aumentar de um sexto a um terço de a prática for feita com intuito de lucro. Caso haja intenção de exportação, a pena deve ser aumentada de um terço a dois terços.

Já a prática inserir no Brasil animal sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente pode ter consequências como multa e prisão de um a quatro anos.
Anteprojeto

A previsão original era de que a comissão de juristas entregasse um anteprojeto de reforma do Código Penal até o próximo dia 26 de maio. O presidente da comissão disse, no entanto, que foi pedida uma prorrogação deste prazo, para o dia 25 de junho.


Entre os temas já aprovados pela comissão estão a criação dos crimes de enriquecimento ilícito, tráfico de pessoas e exploração de jogos de azar sem autorização legal, responsabilização penal das pessoas jurídicas, tipificação de terrorismo, a revogação do crime de desacato e o aumento da pena para quem utiliza menores de idade na realização de crimes.


G1

Proposta é de pena de um a quatro anos; se animal morrer, tempo aumenta.

Texto com mudanças no Código Penal precisa ser votado no Congresso.

CRUELDADE NUNCA MAIS!



Nossa sociedade tem-se revoltado diante da violência contra os animais e seu meio, cobrando penalização ainda maior para tais atos delituosos. Manifestações recentes, com a presença de milhares de pessoas, confirmam a exigência de que a lei contemple os animais de forma mais efetiva, penalizando mais gravemente as condutas cruéis praticadas contra os animais.


Portanto essa é a hora de nos uinirmos e lutarmos contra esse retrocesso!




Assine e divulgue







PENSE NISSO...







Galera, olha que absurdo! 


Nenhuma emissora de tv quer veicular as informações a favor do vegetarianismo e contra a maior chacina de animais do mundo. 

 Sabe, aquele comercial Pense Nisso? 

Pois é, o pessoal do INR entrou em contato com a Gazeta, Globosat (Multishow, Gnt, Sportv..), Turner ( TNT, Warner Bros, Glitz), MTV ... e nenhuma teve a Coragem de Fazer o Bem e mostrar a verdade. 

Teve uma que confessou que por enquanto eles não tem interesse, pois são patrocinados pela indústria da carne. 

E a transmissão não era de graça não! 

Um doador ofereceu pagar tudo em prol dos animais. Isso é censura! É manipular a informaçaão e a população! 

Esse vídeo é um serviço público! É dar direito a população conhecer (só um pouqinho, né?!) a realidade e poder optar por construir uma sociedade mais pacífica.

Se eles não querem exibir porque têm o rabo preso, vamos usar o poder que temos nos dedos e fazer o vídeo bombar na rede!


SUÍÇA PROÍBE GOLFINHOS EM CATIVEIRO

Por Graziella Belliato (da Redação)
A Suíça uniu-se à Noruega, Luxemburgo, Eslovênia e Chipre na proibição de golfinhos em cativeiro. As informações são do site Marine Science Today.
Na foto, apresentação de golfinhos em parque temático na Tailândia (Foto: Lerdsuwa/Marine Science Today)
O Conselho Nacional da Suíça votou a favor da proibição de golfinhos em aquários. O Senado também baniu a futura importação dos animais, o que significa que estes mamíferos que vivem nos tanques do país, permanecerão lá, mas não poderão ser substituídos após sua morte.
O Diretor Associado do “Earth Island Institute‘s International Marine Mammal Project” (organização que luta pela preservação da vida de mamíferos marinhos) disse que está muito contente com essa vitória e acrescentou que a organização “Ocean Care” merece grande parte dos créditos por essa conquista, já que vem lutando pela causa há anos.
A proibição de golfinhos em cativeiro na Suíça foi estimulada pelas mortes de dois desses animais no último outono no “parque” temático “Connyland”. Acreditava-se que os animais haviam sido mortos por alucinógenos que teriam sido jogados em seus aquários após uma festa rave que aconteceu no local. Foi realizada uma autópsia nos animais, que revelou que ambos os golfinhos, de oito e trinta anos de idade, morreram devido a danos cerebrais causados por uma overdose de antibióticos.
Em mar aberto, um golfinho pode viver mais de 50 anos e nadar mais de 170 km por dia. Em cativeiro, esses mamíferos dispõem de uma área muito inferior à que poderiam usufruir em seu ambiente natural, o que reduz consideravelmente seu tempo de vida. Muitos golfinhos desenvolvem depressão, o que pode levá-los ao suicídio.

EDUCAÇÃO HUMANITÁRIA

imagem da internet

Existe um crescente movimento que defende uma educação ética e de melhor qualidade nas áreas das ciências biológicas e da saúde.

Nesta nova proposta, estudantes aprendem através de uma combinação de variados métodos e abordagens, que vão de um modelo à uma simulação computadorizada, ou auto-experimentação nos próprios estudantes ou em suas (seus) colegas.

Para a experiência direta com animais, os estudantes observam os animais vivos, intervêm positivamente em animais doentes, e utilizam os corpos daqueles que morreram naturalmente.

Dissecando a Tradição Negativa

O método tradicional que emprega animais no ensino causa sofrimento e morte a milhões de animais a cada ano. Ele ensina o desrespeito à vida porque os animais são considerados como objetos descartáveis.

Embora a maioria dos estudantes nunca utilizarão animais em suas carreiras futuras, eles são encorajados ou coagidos a praticar a dissecção e a vivissecção e a conduzir, às vezes, experimentos muito dolorosos, contrariamente às suas crenças éticas.

Alguns estudantes são forçados a trocar de curso ou a sair da universidade porque os cursos foram elaborados de forma fechada, e não oferecem a escolha por métodos e abordagens substitutivos.

Outros ainda acreditam ser mais fácil abandonar o criticismo, perdendo, assim, uma saudável atitude científica e permitindo a subjugação de sua ética. Isto perpetua o problema e dessensibiliza os estudantes aos importantes valores de responsabilidade pessoal e respeito à vida.

As profissões perdem muitas pessoas que insistem em manter juntas a ciência e uma ética coerente ao respeito à vida.

Transformando a Tradição

A evidência de outras universidades é clara: estudantes podem e completam suas graduações sem qualquer violação de suas liberdades de consciência e sem prejudicar qualquer animal.

Então, como professores, estudantes, ativistas e legisladores, devemos trabalhar para a harmonia com tais práticas positivas, contestando e abandonando a tradição negativa e apoiando o crescente movimento em direção à uma educação científica, e consequentemente a uma ciência, mais humanitária e responsável.

A 1Rnet oferece apoio prático aos professores para a substituição do uso prejudicial de animais, através de métodos substitutivos diversos.

Também encorajamos estudantes a defenderem seus direitos de liberdade de consciência e a demandarem um sistema de ensino humanitário de alta qualidade.

CRITICA AO USO DE ANIMAIS NA EDUCAÇÃO

Independente de qualquer tradição humanitária na educação, a maioria do uso de animais na educação é prejudicial, isto é, causa algum tipo de prejuízo físico ou psicológico ao animal envolvido, e pode envolver de forma negativa o estudante em situações de conflito ético. O uso prejudicial de animais pode ser criticado de muitas maneiras:

É eticamente questionável

A falta de discussão sobre a ética do uso de animais e as alternativas existentes no ensino e transmissão do conhecimento científico gera, no final e paradoxalmente, uma lição ética: a de que a preocupação ética não importa. O currículo oculto ensina que a vida é barata e animais podem ser considerados como instrumentos descartáveis. E quando a ciência se vê inserida dentro de um vácuo moral e ético, ou permite a transmissão de mensagens como esta, as consequências para a ciência e para a sociedade em geral pode ser muito séria.

Põe em risco a liberdade civil

Muitos estudantes não têm opção diante do uso de animais em seus estudos, e muito menos direito formal de objetar. Geralmente alternativas não são oferecidas, e não existe dúvida de que o uso compulsório de animais faz com que muitos estudantes não ingressem na área de ciências biológicas e da saúde. Alguns dos que escolhem ingressar talvez se inteirem deste uso no último minuto, e pode ter que se ver forçado a mudar de curso, por escolha pessoal ou penalidade acadêmica. Tal discriminação é uma infração contra as liberdades civis: todos estudantes devem ter o direito de não participar de práticas que envolvam o uso de animais, e ter acesso à alternativas pedagogicamente reconhecidas.

Causa perdas na ciência

É uma perda significativa para as profissões quando estudantes escolhem por não ingressar em um curso de ciências biológicas ou da saúde por causa do uso de animais. É ruim para a ciência em geral e para a pesquisa humanitária, pois discrimina bons cientistas: aqueles preparados a pensar criticamente, familiares com métodos alternativos e sua eficácia, e aqueles que ainda não perderam seu respeito à vida. Aumenta-se ainda o abismo de gênero que existe na ciência, ao discriminar jovens mulheres interessadas na ciência: existe uma maior sensibilidade e respeito aos animais demonstrados – mas não exclusivamente – por mulheres.

Veja este e-mail recebido pela 1R há dois anos:

"A minha infelicidade era que eu achava que nunca faria um curso de Biologia. (...). Nunca tentei Biologia pois apesar da vontade enorme eu sabia que não teria coragem de matar animais para serem abertos ou abri-los ainda vivos. Carregava esta mágoa dentro de mim. Agora que achei o site da Rede, vou lê-lo cada letrinha, vou entrar no curso de biologia e não vou matar nenhum animal. Agora sei que isto é possível e sei onde buscar ajuda caso precise (...)'' - K. P., Designer - Belo Horizonte/MG

Provoca um ambiente de educação desfavorável

Outra crítica diz respeito a pedagogia e a experiência de aprendizagem. Muitos estudantes reclamam que aprendem muito pouco ou nada com os experimentos com animais, que o experimento não funcionou, e que queriam terminar logo com a prática. O estresse associado com o conflito ético pode criar um ambiente muito pobre de aprendizagem.

Em contrapartida, existem mais de 30 estudos acadêmicos publicados que demonstram que em termos de performance acadêmica, estudantes utilizando alternativas aprendem tão bem, ou em alguns casos melhor, que estudantes utilizando o tradicional experimento com animais. O biólogo Dr. Jonathan Balcombe, ex consultor de alternativas da InterNICHE, compilou os achados destes estudos. E em termos de qualidade e profundidade da educação, o uso prejudicial de animais como uma abordagem é limitada.

Insensibiliza estudantes

Diversos estudos confirmam que estudantes tendem a se tornar insensíveis com as práticas onde animais são utilizados de forma negativa (prejudicial). Tais mudanças têm uma consequência considerável para estes estudantes enquanto indivíduos e para a sociedade como um todo.

É desnecessário

A maioria dos estudantes de ciências biológicas ou da saúde talvez nunca utilizarão animais em suas carreiras, sugerindo que tais práticas são de questionável relevância. Para os que utilizarão animais – veterinários e alguns biólogos, por exemplo – a existência de cursos em muitas universidades onde alternativas são aplicadas é uma evidência suficiente de que o método antigo não é mais necessário.

“Eu desenvolvi um curso que pode oferecer um bom conhecimento e experiência em fisiologia sem que animais sejam utilizados. A norma foi um curso sem experimentação animal, porque eles são desnecessários. Existem muitas formas de demonstrar princípios fisiológicos que os experimentos animais se tornam desnecessários” - Prof. Kerstin Lindholm-Kiessling, Dept. of Animal Physiology, University of Uppsala, Sweden.

Estudantes de biologia, medicina humana, vetegrinária, e de outros cursos já estão se formando sem ter passado por qualquer experimento com animais, e talvez estejam bem mais preparados para as profissões na qual estão adentrando.

Envolve altos custos

Estudos feitos pela Humane Society of the United States (HSUS) e outros grupos compararam os custos que envolvem o uso de animais com os custos das alternativas, e encontraram uma considerável diferença em favor o uso de alternativas. O custo de implementação das alternativas pode ser alto a curto prazo, mas é recuperado com o tempo. A compra de apenas produtos de software é mais barata que os custos associados à compra e manutenção regular de animais em biotérios. E enquanto os benefícios educativos de qualquer investimento em alternativas é aparentemente imediato, um número de outros benefícios como a redução do conflito entre estudante e professor, aumento da habilidade com computadores, e uma maior reputação acadêmica pode ser observado.

Causa sofrimento animal e pode desequilibrar populações de animais selvagens

Primeiro, animais sofrem quando restringidos em seu comportamento normal, ou quando a eles qualquer intervenção que cause dor for infringida. Eles sofrem no processo de captura e transporte, quando enjaulados e criados em cativeiro, quando mortos pela dissecção e quando sujeitados a experimentos. Ecologicamente ainda existe uma preocupação sobre a diminuição de populações selvagens de animais, como sapos, em países que permitem este tipo de exploração.

Pode ser enquadrado como crime federal

O uso de animais no Brasil e proibido em estabelecimentos de ensino secundário desde 1979. O uso de animais em estabelecimentos de ensino superior contraria a legislação, especificamente a Lei de Crimes Ambientais, que declara, nos Crimes Contra o Meio Ambiente (Capítulo V):

Art. 32 – Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

§1o – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§2o – A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

MEU ANIMAL FUGIU/DESAPARECEU. O QUE FAZER?

Meu animal fugiu/desapareceu. O que fazer? 


Caso seu cão ou gato tenha fugido ou desaparecido, as providências a serem tomadas são as seguintes:
  • comunique o desaparecimento/fuga aos vizinhos;
  • informe o desaparecimento/fuga às clínicas veterinárias, petshops e bases comunitárias da PM da região ;
  • logo em seguida, produza um cartaz com foto do animal, que possa ser afixado nestes estabelecimentos e em pontos de grande circulação(supermercados, padarias, cabelereiros, pontos de ônibus). O cartaz, além da foto, deve conter dia (e hora se possível) do desaparecimento, local onde o animal foi visto pela última vez, indicações que permitam a identificação do animal (porte, raça definida ou não, sexo, pelagem, cor da coleira, guia, nome dele.) e os seus dados de contato;
  • produza uma mensagem eletrônica (e-mail) com as mesmas informações e envie para seus contatos que morem na região do desaparecimento;
  • avise as organizações de defesa animal locais sobre a fuga/desaparecimento, solicitando que repassem a mensagem sobre o desaparecimento;
  • divulgue este cartaz nas redes sociais e peçam para compartilharem;
  • anuncie o desaparecimento em sites com seção destinada a isto.
    Sugerimos os sites:
    Olhar Animal - 
    http://www.olharanimal.net/
    Cachorro Perdido - http://www.cachorroperdido.com.br/
    Vida de Cão - http://www.vidadecao.com.br/Uol-http://noticias.uol.com.br/album/110322cachorrosdesaparecidos_album.jhtm
  • há também detetives especializados em encontrar animais.
E, claro, quando encontrar o animal, além de avisar à mesma rede que você contatou anteriormente para comunicar o desaparecimento, providencie imediatamente uma plaquinha de identificação do mesmo, com seus dados de contato. Desta forma, se ele desaparecer novamente, quem encontrá-lo poderá devolvê-lo. As plaquinhas são encontradas em petshops, alguns até já providenciam a gravação dos dados.
E muito cuidado para evitar novos desaparecimentos e fugas!! Reflita sobre as situações que as permitiram ou provocaram e busque soluções. O animal estava infeliz? Por que? Portões foram deixados abertos?O animal não era castrado e fugiu para se reproduzir?
Um dos motivos mais comuns para fugas são os fogos de artifício, os raios e os trovões. Os animais ficam em geral apavorados. Procure certificar-se de estar perto dele ou de que alguém que ele goste e confie esteja junto dele nesses momentos de estresse. Não adianta dizer a ele que é só um rojão...para ele, é guerra, é perigo e ele pode tentar fugir, aterrorizado. No caso dos fogos de artifício, prepare o animal para enfrentar períodos em que a queima é mais frequente, como Natal, Ano Novo, Copa do Mundo, festas de São João:
  • procure orientação especializada para obter prescrição de calmantes fitoterápicos e florais;
  • se necessário, nestas ocasiões confine o animal em um cômodo seguro da casa;
  • não prenda cães a correntes, eles podem se enforcar por conta do pânico;
  • se tiver muitos cães, reflita se é o caso de deixá-los juntos, pois na hora das explosões, agitados por conta do barulho, eles podem brigar entre si.


Instituto Nina Rosa - Projetos por amor à vida
Organização independente sem fins lucrativos

ONG RECOLHE MAIS DE 100 ANIMAIS PERDIDOS EM PINHEIRINHO

Pessoal


Estrou chocada com esse absurdo que aconteceu no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos. Não apenas pelo abuso cometido contra os humanos, mas também com a crueldade e descaso com os não humanos.

Tenho acompanhado relatos de protetores de animais que informam encontrar dezenas de animais que morreram soterrados pelos escombros. A invasão da polícia foi de uma brutalidade tão grande que impediu que as pessoas retirassem das casas que seriam demolidas seus companheiros animais.

Segundo a reportagem abaixo existem ainda centenas de animais que precisam de ajuda, então se você tiver um cantinho em sua casa acolha um animal do Pinheirinho, você estará. literalmente, salvando uma vida.

O Cão Sem Dono tem ajudado muito aos animais daquela região. Veja o pedido de ajuda deles:

ONGS de São Paulo. 

Ajude os animais do Pinheirinho. Abrigue alguns deles. 

Nos responsabilizamos pelo transporte. vicente@caosemdono.com.br


Hoje haverá no Auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa, uma Audiência Pública sobre o caso. É muito importante a presença dos defensores dos animais para relatarem todo o descaso e crueldade cometidos contra os indefesos.

A Assembleia Legislativa fica na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - 14h00

Um abraço


Voluntários tratam de bichos abandonados. Ideia é devolvê-los aos antigos lares ou arrumar um dono

SÃO PAULO - Mais de cem animais de estimação já foram recolhidos no entulho deixado pela reintegração de posse na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos. No dia 22, cerca de 1.500 famílias foram retiradas do local por determinação da Justiça. Como a operação ocorreu sem aviso prévio, muitos animais ficaram para trás.
ONG estima que 600 animais foram deixados para trás em Pinheirinho - Divulgação
Divulgação
ONG estima que 600 animais foram deixados para trás em Pinheirinho
Cerca de 50 pessoas ligadas a entidades protetoras dos animais agora percorrem a área atrás de outros bichos, que não param de aparecer. A estimativa é de que os animais abandonados ultrapassem os 600. "Muitos estavam mortos entre os destroços. É uma situação muito triste, como se tivesse passado um tsunami por aqui", afirma Vicente Define Neto, diretor da ONG Cão Sem Dono, de São Paulo, que foi para São José ajudar nas buscas.
Segundo os voluntários, a quantidade de bichos abandonados é o retrato de uma comunidade estável. Além de gatos e cachorros, havia cavalos, porcos, galinhas e cabritos. Durante a chegada da polícia, muitos animais correram e se espalharam pela área de 1,3 milhão de m² onde viviam os moradores de Pinheirinho.
A prefeitura de São José dos Campos afirmou que já retirou da área 24 animais, que foram enviados a um abrigo.
Férias. Para atrair os animais, os voluntários oferecem ração. Só a ONG Cão sem Dono levou mais de 1 tonelada. "Pode-se ter a dimensão da situação pela quantidade de animais mortos que ficaram para trás. Tanto que o mau cheiro por aqui é muito forte", afirma a assistente administrativa Telma Rodrigues de Carvalho, que passou a trabalhar como voluntária em Pinheirinho aproveitando as férias.
Ela já tem mais de 46 gatos e 10 cachorros vivendo em sua casa. Os animais primeiro vão receber cuidados veterinários. Depois de curados, a ideia é que eles voltem para seus donos. Caso os proprietários não os queiram de volta, podem ser feitas campanhas e feiras de adoção.
O Estado de São Paulo

Vírus da raiva mata gata em São Paulo

Galera que absurdo...

Era só o que faltava, a raiva voltar a acometer os animais como nos anos 80.

Porque será que o Ministério da Saúde suspendeu a Campanha Nacional de Vacinação, será que querem voltar com a matança vergonhosa dos anos 80?

Leia a matéria abaixo:


Fazia 29 anos que a cidade não tinha nenhum caso da doença em animais domésticos

Doença pouco comum entre animais domésticos, graças a vacinas, a raiva foi responsável pela morte de uma gata na zona sul de São Paulo, segundo informa a Secretaria Municipal da Saúde. A morte do animal de Izabel Bonifácio da Cruz, 50, aconteceu por volta do mês de outubro de 2011.
Foto: AE
O Estado de São Paulo registra uma média anual de seis casos de raiva animal, geralmente em morcegos – possivelmente os transmissores da doença para o felino. O último caso de um animal doméstico diagnosticado com a doença na capital foi registrado em 1983.
A Coordenação de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo foi notificada em 1º de dezembro pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo sobre a ocorrência.
De acordo com a secretaria, após ser comunicada, a COVISA desencadeou todas as medidas previstas para o controle da doença e não foi encontrado nenhum novo caso ou suspeita. As equipes de vigilância realizaram atividades de casa a casa, orientando os moradores e providenciando a vacinação de cães e gatos.
A vacinação de animais no município tem sido responsabilidade da própria prefeitura, uma vez que, desde o ano passado, o Ministério da Saúde suspendeu a distribuição de vacinas para o estado.
Fonte: IG

Voltei de férias... reflexões


Pessoal voltei de férias, e infelizmente me deparei com tantos acontecimentos tristes para os animais.

Quando as pessoas entenderão que os animais possuem vida e não são objetos nos quais elas podem descontar suas frustrações?

Animais arrastados por carros, enterrados vivos, espancados até a morte, jogados de prédios, esfaqueados... São tantos acontecimentos horrorosos, no fim de ano e no inicio deste, que me causa tristeza voltar de férias.

Isso sem falar na matança de animais para abastecer as Ceias de Natal, já pararam para pensar se essa era a mensagem de Jesus? Será que Jesus queria tanta matança de inocentes para comemorar o seu nascimento? Comemorar um nascimento com mortes... incoerente!

Especismo

Assistam a palestra, vale a pena




Guto me passou um link de uma palestra de um ativista de direitos dos animais chamado Gary Yourofsky e ele fala algo bem interessante sobre especismo. 


É esse trecho aqui: “Especismo é o ponto de vista, sem ética e sem princípios, de que a espécie humana tem todo o direito de explorar, escravizar e assassinar outras espécies porque acreditamos que nossa espécie é tão especial e tão superior às outras. Somos os únicos que contam, os únicos que importam.  


Se formos ver, essa linha de pensamento é a base de toda as formas de discriminação: um grupo dizendo e achando que é mais especial que todos os outros. 


E aqui você precisa entender algo essencial sobre discriminação. Não é normal escolher quais formas de discriminação você será contra, aquelas que as pessoas acham ruim, como o racismo, e aquelas a que as pessoas são indiferentes: especismo. 


A discriminação em si é ruim. 


Ou você é contra ou é a favor. 


Não dá para ficar escolhendo aquelas que acha pertinente”.



Livros:

LIBERTAÇÃO ANIMAL - autor Peter Singer , Editora WMF Martins Fontes
http://www.wmfmartinsfontes.com.br


ÉTICA & ANIMAIS, um guia de argumentação filosófica - autor Carlos M. Naconecy, Edipucrs
http://www.pucrs.br/edipucrs

OS ANIMAIS E O DIREITO, em busca de um novo paradigma - autor Eduardo Luiz dos Santos Cabette, Publit Seleções Editoriais (2 volumes)


ÉTICA E EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL, fundamentos abolicionistas - autora Sônia T. Felipe, Editora da UFSC
http://www.editora.ufsc.br/?page_id=205.


O AMIGO ANIMAL, reflexões interdisciplinares sobre educação e meio ambiente, animais, ética, dieta, saúde, paradigmas - autora Paula Brügger, Editora Letras Contemporâneas
http://www.letrascontemporaneas.com.br/